Hoje no Brasil, igreja virou sinônimo de grande negócio. Pessoas desesperadas, amparadas pelo princípio constitucional de liberdade de culto, frente as dificuldades econômicas e sociais da maioria das pessoas, trocam bênçãos nesta vida e na vindoura por dinheiro, numa verdadeira prática de comercialização da fé. Conheça a verdade e a melhor maneira de contribuir, fazendo isto não por coação psicológica ou doutrinária, sem constrangimento, de forma correta, salutar, que traga crescimento espiritual ao contribuinte e ao que recebe os recursos conforme ensinado por Cristo e os apóstolos. Se você ler este trabalho despojado de interesses pessoais ou institucionais, terá mais subsídio para compreender a vontade de Deus quanto às questões financeiras, e será mais um, dentre muitos, que estará atento aos abusos. Os que assim procederem, serão os verdadeiros contribuintes do reino de Deus.
Há uma dicotomia na vida do cristão, entre o material e o espiritual, esse livro pretende ser um subsídio para que repensemos está questão num outro patamar, se não conseguirmos um nível de mais espiritualidade neste assunto, estaremos condenados a uma terrível divisão da espiritualidade cristã. O objetivo deste trabalho não é o de se contrapor ao dízimo, mas esclarecer a verdade e a forma correta de contribuir, fazendo isso não por coação psicológica ou doutrinária, mas contribuir sem constrangimento, de forma correta, conforme ensinado por Cristo e os apóstolos. Hoje no Brasil, igreja, principalmente as de confissão evangélica, virou sinônimo de grande negócio, trocam bençãos nesta vida e na vindoura por dinheiro, numa verdadeira prática de comercialização da fé, a Bíblia nos ensina a respeito dos dízimos e ofertas destinadas ao Reino de Deus, entre seus muitos ensinos divinos, tem como um dos principais a prática do amor ao próximo e não sua exploração, principalmente como busca de riqueza pessoal ou de suas instituições, não mais destinará suas ofertas às pessoas e instituições irresponsáveis, deixará de ser, voluntariamente, um patrocinador da “corrupção santa” e realmente passará a ser um cooperador do Reino de Deus. No início, não havia preocupação da parte de Deus em prover um meio de financiamento para divulgação da sua vontade, como também, não havia preocupação em financiar qualquer instituição ou clero, pois havia uma estreita comunhão entre Ele e o primeiro homem, não necessitando de sacerdotes intermediando as atividades humanas com a divina. Isso nos leva a entender que não há nenhuma necessidade de valor monetário entre Deus e o homem, pelo contrário, o valor maior é a comunhão, após a queda de Adão observa-se a preocupação do homem em agradar a Deus, por isso, os filhos de Adão, oferecem produtos, fruto do trabalho de cada um, não há nenhuma formalidade antes da Lei de Moisés que os obrigasse, portanto, a oferta de Abel foi voluntária e por fé, e parece que a oferta de Caim já não seguiu a mesma motivação, sendo rejeitada por Deus. Nota-se que neste princípio há uma oferenda voluntária a Deus e não dízimo, a base de uma oferta é a gratidão, sendo assim explorar esta necessidade humana de agradar ao Criador, vinculando o ofertar como condição para receber algo de Deus, estará cometendo um ato insano.
Pela primeira vez o dízimo é referenciado no texto que se encontra em Gênesis, como a obrigação do dízimo viria a ser formalizada somente cerca de 400 anos após os acontecimentos de Gênesis, fica claro que o dízimo entregue por Abrão e Jacó foi voluntário, quase que de forma idêntica às ofertas dadas por Abel e Caim, ou seja, voluntária, por fé ou de agradecimento pelas bençãos recebidas, não sendo eles coagidos a ofertar e dizimar por força de qualquer lei. Outro fato importante para se observar é que a única menção ao dízimo ocorre nestas duas ocasiões, quando homens deram ou prometeram dízimos a Deus, ou seja, foi uma decisão pessoal de cada um, decisão que não encontramos em Isaque e nem em nenhum dos doze patriarcas, nas duas referências ao dízimo entre os patriarcas, ambas são de caráter voluntário, uma determinação pessoal e individual de cada um. Instituída a Lei Mosaica, é regulamentada com muitos detalhes para o povo de Israel, o povo de Deus no Antigo Testamento, as regras do dízimo, a partir de então, o dízimo não é mais voluntário como antes, mas passa a ser uma obrigação. É indiscutivelmente claro, nos textos, que Deus ordenou os dízimos, e estes, deveriam ser usados para sustento dos levitas e dos sacerdotes, eles receberiam os dízimos como salário, dado por Deus, pelos serviços que prestariam no Tabernáculo e depois no Templo, é importante lembrar que Deus deu essa lei aos israelitas, descendentes de Abraão especialmente eleitos, o dízimo revela também o cuidado de Deus com os levitas e os sacerdotes. Não há voluntariedade no dízimo, segundo a Lei, é obrigação, portanto, toda vez que se fala em dízimo, fala-se em obrigatoriedade, não há dízimo voluntário depois do Sinai, voluntariedade está ligada a oferta, dízimo está ligado a obrigação, e mais ainda, a benção do dizimista está diretamente vinculada à sua obediência a este decreto.
O Novo Testamento é analisado o mecanismo que Deus estabeleceu para financiamento desta nova ordem e o sustento do “novo clero”, este novo povo é chamado no Novo Testamento de Igreja, em Cristo a Lei de Moisés chega ao fim, não há um só versículo no Novo Testamento que registre a obrigatoriedade do cristão dizimar, o amor é o quesito mais valorizado no Novo Testamento, e não é estranho que esta mesma premissa seja norteadora quanto às questões de contribuição. Na graça, contribuir passa a ser uma demonstração de gratidão, porque se vive pela fé, pois somente os eleitos conseguem viver pela fé, e como é preciso que haja contribuição para o sustento e continuidade da obra de Deus, o texto é claro quando diz que o dízimo é segundo a Lei, para o povo judeu, os descendentes de Abraão, mesmo forçando o texto numa interpretação alegórica ou espiritualizada, não dá para justificar que tal mandamento é também para a igreja. Qualquer intenção em vincular a lei do dízimo ao Novo Testamento, como sendo ordem de Jesus, é um esforço infantil, pois qualquer estudante cauteloso do Novo Testamento facilmente concluirá que Jesus ordenou à igreja somente dois rituais: o batismo nas águas e a Ceia do Senhor, os defensores dos dízimos têm dificuldades em separar a Lei da Graça, talvez porque lhes proporcionem rendas, salários, carros, imóveis, viagens etc. A igreja está credenciada para receber os dízimos, mas não cita qual texto bíblico autoriza o representante da igreja recebê-lo, Jesus não ensinou que a lei do dízimo, hoje seria uma ordenança. Isso é fato? Sim é verdade! Jesus ensinou, nas páginas do Novo Testamento, que tudo o que fizermos, se não for movido pela cruz, pelo amor, será vão. Há pouca evidência de que no primeiro século da igreja cristã houvesse recomendação de dízimos para os cristãos, o dízimo como princípio para o ofertar surgiu no terceiro século, no quarto século, cita expressamente a prática do dízimo em favor dos necessitados e coloca os ministros semelhantes aos levitas e em 585, segundo o Concílio de Mascon decretou a volta dos crentes a antiga prática do dízimo, para manutenção do clero. Verificando a história antes da Reforma, nota-se que o dízimo foi decretado por religiosos com sede de poder e riqueza, e para isso ressuscitam partes da Lei e se autodenominam levitas e sacerdotes. A igreja pós-Reforma pouco fez quanto às práticas do dízimo e ofertas, pois estas não eram a questão central da época, mas o problema da exploração financeira do povo em nome de Deus se arrasta até os dias atuais.
Chegamos ao ponto mais importante, pois já que o dízimo não é o instrumento que irá financiar a igreja, então, qual é o instrumento financiador das atividades que a igreja tem a realizar, não cabe ao escopo deste trabalho fazer considerações quanto ao apoio que devem receber na forma de serviços, assistências e outros benefícios imateriais e materiais, que garantem a dignidade humana, mas que devem receber apoio financeiro suficiente para viverem com os seus de forma digna, não em luxo, este novo jeito de financiamento é baseado em ofertas e não em dízimos. A base da oferta é o amor, a generosidade e a prontidão para a obra do Senhor, e não o medo, ninguém está autorizado no Novo Testamento a estipular para os outros a quantia ou porcentagem da renda que o cristão deve ofertar, cada cristão deve pensar bem sobre o privilégio e a responsabilidade de contribuir. Devemos dar conforme nossa prosperidade, quem não possui nada e não ganha nada não terá condições de ofertar, mas, qualquer servo do Senhor que goza de alguma prosperidade deve ofertar. É privilégio universal para pobres e ricos, todos movidos voluntariamente, segundo sua capacidade, os que são contagiados pela graça abrem, voluntariamente, o coração com toda a espontaneidade e com viva insistência, rogando a graça de tomar parte nesse serviço em proveito dos santos. A contribuição cristã é motivada pela generosidade, tendo disposição em contribuir movidos pela graça e outros motivos que não seja a lei, é uma demonstração de amor e sinceridade, em contraste com a lei, que impunha a contribuição como uma exigência divina, a contribuição cristã é voluntária, não é um mandamento, a contribuição é proporcional ao rendimento, a proporção não é mensurada por quem recebe, mas por quem dá. As ofertas, são feitas com amor, sinceridade, voluntariedade, na proporção que cada um julga ser capaz de contribuir, considerando isto, é mais fácil dizimar do que ofertar, isto é muito confortável para quem recebe os dízimos, o dizimista não sabe onde serão investidos os recursos, pois estes recebedores de dízimos ensinam que os dízimos são obrigação, e são para Deus, não cabe ao dizimista questionar o que será feito com o dinheiro recebido.
Depois, salvo raríssimas exceções, a portas fechadas, os recebedores de dízimo legislam em causa própria, compõem os próprios salários e gastam o dinheiro fácil em templos majestosos, carros, imóveis, programas em rádios e televisões, que mais cultuam a própria personalidade do que a Deus, e por aí vai, em atitudes absurdas, que insultam os que têm um pouco de inteligência e discernimento. Realmente, dízimo é um bom negócio tanto para quem paga, os religiosos, como para quem recebe, os sultões cristãos, diferente dos dízimos, as ofertas exigem mais, isso porque quem vai ofertar precisa fazê-lo com alegria, voluntariamente, em proporção à sua prosperidade e regularidade. Ora, isto é muito difícil, porque gastar dinheiro nesta condição só é possível a um coração cheio de amor pelo próximo, ou seja, um cristão de fato, verdadeiro e que esteja imerso na graça, uma contribuição com propósito, direcionada a uma causa, não para simplesmente cumprir um mandamento. O que vai receber as ofertas que, ao solicitá-las precisa justificar onde serão investidas e como serão investidas, pois o contribuinte, não sendo obrigado a ofertar, deve ser convencido a fazê-lo, uma igreja que segue este ensinamento do Novo Testamento, naturalmente assumirá compromissos crendo na sua lisura e competência em aplicar os recursos, o privilégio de participar do trabalho do Reino de Deus é uma enorme bênção, as ofertas do cristão não são apenas o que sobra depois de satisfazer os nossos próprios desejos, pessoas que sempre querem receber, ao invés de procurar da liberalmente, não servem a Cristo. A contribuição cristã deve ainda ter o objetivo de ajudar os irmãos na fé, neste sentido a igreja é fortalecida, uma vez que a igreja irá se sustentar através de ofertas e não através de dízimos. As ofertas, bem como o trabalho de administrar, supervisionar e guiar a igreja local, sempre eram confiadas a homens fiéis, responsáveis, sábios, espirituais e de boa reputação para evitar qualquer tipo de escândalo, no Novo Testamento cada cristão contribui segundo o nível de sua espiritualidade, não por coesão, mas com liberalidade segundo a necessidade da causa do evangelho ou segundo a necessidade das pessoas ao seu redor, os que assim fizerem certamente terão suas necessidades atendidas.
Nota-se que nos textos do Novo Testamento que versam sobre contribuição, sempre estão direcionando as contribuições a ajudar os irmãos na fé, não há textos em que se destinam ofertas para comprar terrenos, prédio, novas instalações, sistema de som, computadores, embora não seja errado a igreja ter essas coisas, se observa um empenho monumental para conseguir mais dinheiro para construir notáveis catedrais ornadas luxuosamente para abrigar multidões, sem compromisso com a santidade. Atualmente, parte da igreja evangélica brasileira enfrenta problemas como divisionismo, personalismo, triunfalismo, teologias distorcidas, falta de responsabilidade social e o enriquecimento de líderes. Esse cenário é atribuído à facilidade de arrecadar dinheiro por meio de sermões voltados à contribuição financeira, muitas vezes baseados em Malaquias 3.6–12, expô-lo em tom precatório e os cofres se encherão, basta tomar cuidado. Tudo isso denigre a essência do evangelho: os dízimos são exigidos, os irmãos são coagidos por medo de serem amaldiçoados, os dízimos são mal administrados, as pessoas de fora veem tudo isso e enojam do evangelho. É muito estranha a construção de impérios financeiros e imobiliários em nome de Cristo, Deus garante aos fiéis que eles não precisam se preocupar com as necessidades da vida, e isso se estende as instituições cristãs, o Novo Testamento não promete luxo, conforto e riquezas.
A preocupação com a prosperidade material nos distrai da meta celestial e nos arrasta à idolatria da cobiça, Ninguém compra artigos luxuosos, mansões, viagens internacionais de turismo, e tanta outras coisas supérfluas para realizar o “ide” de Jesus, e este dinheiro, na sua maioria, advém do recebimento do dízimo, a obrigação do dízimo está, diretamente ligada à capacidade de obedecer e vinculada à salvação, pois, quem não dizimar estará roubando a Deus, e ladrão não entrará no Céu, nem os que desobedecem à Palavra de Deus, isso não é possível com oferta, pois oferta não é obrigação e sim voluntariedade, contribuição sem culpa e com alegria e, finalmente, sempre com destino certo, para atender a necessidade das pessoas de forma direta ou indireta. Se o dízimo é mandamento de Deus, então, por que patrocina tanta negatividade no meio das igrejas, sendo assim, é fácil afirmar que, no Novo Testamento, dízimo é algo que agrada os homens e não mandamento de Deus para os cristãos, a contribuição cristã não tem natureza comercial, mas de gratidão, vincular bênção a dízimo, a oferta ou a qualquer outro sacrifício financeiro e dizer que, por conta disto, Deus fica obrigado a responder petições ou atender determinações é no mínimo um lamentável erro hermenêutico. Infelizmente, muitas igrejas têm se tornado bem parecidas com a Antiga Igreja Romana, que usava as indulgências como fonte de lucro, induzido os fiéis a contribuírem por medo da maldição, a comprarem a sua salvação do inferno, não permita que alguém lhe obrigue a pagar dízimo, mas, se desejar, faça-o de livre e espontânea vontade, por gratidão, nunca por obrigação. Contribua em instituições ou igrejas que estejam comprometidas com o Reino de Deus e que demonstram transparência e lisura no uso dos recursos financeiros, não seja um financiador da corrupção, e faça questão que haja prestação de contas por parte de quem diz ser o gestor dos recursos destinados ao Reino de Deus.
Espero que tenham gostado, me ajudem compartilhando o meu blogger para mais e mais pessoas serem abençoadas, existe uma postagem antiga do blogger falando mais sobre defraudação emocional quem quiser ler é só clicar aqui, quem puder ajudar o livro do blogger está disponível para comprar na Amazon no formato de Kindle clique aqui para adquirir ele e me dá essa mora aí, obrigado e que a graça de Deus esteja com você hoje e para todo sempre amém. Segue lá no "X" (antigo twitter) para ter mais informações sobre o blogger e não perder nenhuma postagem @MundaoSai, me sigam no Instagram também @nicolau11.
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)
.jpg)

Nenhum comentário:
Postar um comentário