“Somos sacerdotes de All-Star”. O convite ao discipulado e à vida cristã não é um chamado para ser protagonista da história, mas para ser parte de um povo. Deus não procura quem sonha com cargos e títulos ou quem deseja receber medalhas. Ele está à procura de verdadeiros adoradores, de cristãos comuns que testemunham do evangelho sem precisar subir no palco. Afinal, no reino dos céus não há lugar para especiais, orgulhosos, para quem quer ser o primeiro, mas para gente arrependida e para cristãos inúteis!
Bibo vai nos alertar sobre o fato de nos vermos como protagonistas de uma história particular que pertence a um universo religioso expandido, em vez de nos enxergarmos como uma pequena parte de uma guerra muito maior. Deus é o protagonista da história. Bibo deixa clara a nossa relevância ao usar a parábola bíblica do servo inútil, não deixando dúvidas de que a nossa relevância está na inutilidade. Essa é a grande ironia do cristianismo: Deus não nos escolheu pela nossa utilidade, mas por causa do seu amor, e, em resposta a esse amor, fazemos obras de amor. Bibo deixa claro, em seu capítulo de introdução, que o livro é uma continuação de sua outra obra, “O Deus que destrói sonhos”, e continua defendendo os pensamentos apresentados em seu primeiro livro. Bibo aponta para um duplo problema nas igrejas: há pessoas sobrecarregadas, tentando fazer algo para Deus, quando, na verdade, foram chamadas para ter comunhão com Ele; são discípulos que perderam a alegria de servir porque estão tentando ganhar méritos com Deus. Por outro lado, ele observa cristãos que são o extremo oposto, que vivem como espectadores, assistindo à fé de longe, esperando alguém mais importante fazer o trabalho.
Bibo nos desafia a reexaminar a nossa identidade como sacerdotes de Cristo: não somos protagonistas, mas também não somos espectadores do Reino de Deus; somos apenas servos que cumprem sua tarefa com fidelidade e alegria, sabendo que não há mérito nisso, mas apenas graça. No capítulo 1 – Como assim, “inútil”?, o autor demonstra que só fazemos o básico, apenas cumprimos a nossa obrigação como cristãos. Não merecemos tapinhas nas costas ou aplausos por cumprir nosso dever. A parábola de Jesus demonstra que “inútil” não quer dizer sem utilidade, mas sem méritos, indigno. Ou seja, não temos méritos quando cumprimos aquilo que Deus determinou. O cristão não deve esperar bênçãos apenas porque serve na igreja; você é incapaz de impressionar Deus. Não devemos buscar méritos, bênçãos ou reconhecimento por nossa devoção. O cristianismo não pode ser reduzido àquilo que fazemos ou cremos. Não se trata apenas de doutrinas ou credos, nem de códigos de conduta e moralidade. O cristianismo não é um culto ou um sistema de adoração religiosa; o cristianismo é simplesmente Cristo — tudo faz sentido nele. Ser cristão é confiar nos méritos de Cristo.
A vida com Deus não é uma lista de tarefas, mas um caminho em Jesus. O servo de Deus trabalha para cumprir seus deveres, não para fazer reivindicações. No capítulo 2 – Os novos sacerdotes de Deus, Bibo destaca que não é necessário ocupar cargos na igreja para sermos servos ou ministros de Deus. Todos somos sacerdotes que oferecem sacrifícios espirituais a Deus. Em Cristo e por meio do Espírito Santo, temos uma vida litúrgica; ou seja, nunca saímos do culto, pois ele se estende pela nossa rotina durante a semana. Não devemos sacralizar lugares, roupas e acessórios. O mais importante na ministração da Palavra e no serviço no Reino de Deus é onde está o nosso coração, e não o que estamos vestindo. Não existe mais hierarquia no povo de Deus: em Cristo, somos todos nivelados por baixo, servos uns dos outros, com o dever de cuidar da vida uns dos outros. Líderes não são chefes do povo nem maiorais no Reino de Deus. Ser pastor ou presbítero não coloca ninguém em uma posição superior. Na nova aliança, homens e mulheres são sacerdotes, capacitados para ministrar a Palavra e as ordenanças. Em Cristo, todo o povo é ungido para engrandecer o nome de Deus.
No capítulo 3 – Quem é você na fila do pão?, existe a ideia de que deveríamos ter plena convicção de quem somos por causa de Cristo. Contudo, não podemos usar essa posição para exigir benefícios, mas sim para entender quem somos e os propósitos de Deus para os quais fomos chamados. Deus não tem um país especial para cumprir sua missão no mundo; Ele tem um povo espalhado pelo mundo. Para ser povo de Deus, você não precisa ter nascido em Israel; precisa ter nascido em Cristo. Nossa identidade em Cristo existe para anunciarmos a sua grandeza. Deus é louvado quando vivemos como seus mensageiros, pois a vida com Deus é prática e se manifesta em atos de serviço. A igreja não pode ter dono terreno. Ainda que existam pessoas à frente do ministério, não há hierarquia entre aqueles que estão debaixo da cruz e sob os cuidados do Supremo Pastor. O que existe são funções diferentes e diferentes níveis de responsabilidade. Quem estudou em seminário bíblico e foi ordenado não é superior aos demais membros do povo de Deus. No capítulo 4 – Como descobrir qual é o meu chamado, percebemos que é na Palavra do Pai que encontramos propósito para a nossa caminhada. Primeiro, devemos entender que não somos especiais e que não existe um “chamado específico” isolado. Na Bíblia, o chamado de alguém quase sempre está inserido em um contexto maior, conectado ao plano de Deus para o seu povo.
Todos os chamados convergem para o propósito de edificar o povo de Deus. O principal chamado bíblico é seguir Jesus, não ocupar cargos. É um convite à comunhão com Ele. O chamado é menos sobre encontrar um papel específico e mais sobre ser transformado à imagem de Cristo e servir onde Ele nos colocou. Nosso chamado nem sempre será grandioso; talvez nunca recebamos uma missão que transforme o mundo. Ainda assim, somos chamados a ser fiéis e servir onde Deus nos colocou, sabendo que até os atos mais simples fazem parte de um propósito maior. No capítulo 5 – Enviados para a vida comum, Bibo fala do nosso chamado missionário para a comunidade: não evangelizar do outro lado do mundo, mas do outro lado do muro. Somos enviados para a rotina, chamados à vida ordinária. Temos a missão de retardar a deterioração do mundo. Tornamo-nos luz por estarmos com Cristo e damos continuidade à sua obra. Não somos chamados para nos esconder, mas para tornar conhecido o evangelho no meio do mundo. Somos missionários de Cristo, e esse chamado não admite recusas. Anunciar o evangelho não é opcional. A igreja não tem uma missão; a missão é a sua própria essência. A igreja existe para dar continuidade ao trabalho de Jesus na promoção do Reino de Deus.
No capítulo 6 – Como glorificar a Deus se eu odeio meu trabalho, Bibo destaca a dificuldade de enxergar um trabalho desagradável como parte do propósito de Deus. Ainda assim, precisamos encaixar a teologia do serviço na nossa realidade. Nossos esforços não constroem o Reino de Deus, embora apontem para ele. O que fazemos para sobreviver também faz parte da nossa missão. Você não precisa amar seu trabalho para reconhecê-lo como instrumento de Deus. O evangelho não diz respeito apenas à vida privada, mas transforma toda a realidade. Nosso trabalho é uma forma de cuidar da criação e do próximo. Nas Considerações Finais – Servos sem mérito, enviados com propósito, Rodrigo Bibo encerra o livro alertando sobre uma cultura obcecada por realizações e méritos. Ele confronta essa lógica, mostrando que o verdadeiro discipulado não se define pelo que fazemos, mas por quem servimos. Ser um cristão “inútil” é o oposto da busca por reconhecimento. Não se trata de insignificância, mas de reconhecer que tudo o que fazemos é fruto da graça de Deus. O centro da fé cristã está em reconhecer nossa limitação e depender da graça que nos capacita a viver de forma verdadeiramente frutífera.
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